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Claudia Rodrigues e o transplante de células-tronco para esclerose múltipla

19 de março de 2016

A humorista Claudia Rodrigues foi destaque na mídia após realizar um tratamento com células-tronco para esclerose múltipla, doença que a atriz enfrenta desde 2000.

O que é a doença esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica que compromete o sistema nervoso central e atinge 2,5 milhões de pessoas no mundo – sendo 30 mil no Brasil – em uma proporção de três mulheres para cada homem. Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a faixa de maior incidência é entre 20 e 40 anos.

A doença afeta o sistema imunológico do corpo, que confunde células saudáveis do próprio corpo com células “intrusas”, e as ataca provocando lesões no cérebro. O sistema imune do paciente ataca a bainha de mielina – capa de gordura que envolve as ramificações dos neurônios com o objetivo de protegê-los e facilitar a propagação de estímulos. A bainha de mielina funciona como o plástico isolante que encapa o fio elétrico. Quando danificada, leva à falha na comunicação entre o cérebro, medula espinhal e outras áreas do corpo, em um processo irreversível. Para escrevermos, por exemplo, o cérebro envia um sinal que, por meio do sistema nervoso central, atinge o sistema nervoso periférico e chega à mão, realizando o movimento. Para uma pessoa com esclerose múltipla, que não dispõe da proteção da bainha de mielina, esses estímulos serão dispersos antes mesmo de chegar à mão, impedindo a ação. Com o passar do tempo, a degeneração da mielina provocada pela doença vai causando lesões no cérebro, que podem levar à atrofia ou perda de massa cerebral.

Causas possíveis são herança genética – quando há histórico familiar, o risco cresce de quatro a cinco vezes – e fatores ambientais, como infecções virais, falta de exposição ao sol e tabagismo.

Tratamento para esclerose múltipla e as células-tronco

Uma vez confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, o tratamento conta em abreviar a fase aguda e tentar aumentar o intervalo entre um surto e outro. Corticosteroides podem ser usados pois são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos. Os imunossupressores e imunomoduladores ajudam a diminuir a recorrência e o impacto dos surtos que diminuem tanto a qualidade de vida dos portadores de esclerose múltipla. Novas drogas estão sempre aparecendo mas muitos pacientes não respondem bem ao tratamento. Em ultimo caso, quando já foram tentados todos os outros tratamentos, pode-se pensar num transplante de células-tronco.

Existem mais de 50 clinical trials registrados pela FDA em andamento com células-tronco mesenquimais, muitos já concluíram a fase 2. Entretanto é necessário saber que o transplante de células-tronco ainda é experimental e muitos testes devem ser feitos antes de ser liberado para uso.
Assim como a atriz, muito pacientes se submetem à transplantes como ultima opção. Mas os resultados animadores do transplante muitas vezes justificam o risco. Muitos pacientes tem tido resultados ótimos, e até remissão da doença. Tanto com transplante de medula, como no caso da Claudia Rodrigues, como com transplante de células-tronco mesenquimais.

Resultados como esse podem salvar muitas vidas e justificar, mais uma vez, a importância do armazenamento das células-tronco mesenquimais para uso futuro. Mas lembre-se, a equipe que cuida das suas células-tronco deve ter capacidade para manipula-las e entregar para o médico em condições adequadas para o tratamento. Procure sempre saber a qualidade cientifica e experiência de quem cuida da sua saúde!

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