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Linha do tempo – Células-tronco

18 de março de 2013

Desde o século 19, os cientistas de todo o mundo têm estudado células-tronco, seja a partir de plantas, de camundongos, ou de células de pacientes em busca de cura para doenças. Nosso primeiro post destaca os principais acontecimentos no Brasil e no mundo relacionados à células-tronco. Se quiser entender mais sobre células-tronco e suas origens antes de ler este post, entre no nosso site.

1868 – O termo “células-tronco” aparece na literatura científica pela primeira vez, quando biólogo alemão Ernst Haeckel usa a expressão para descrever o óvulo fertilizado que se torna um organismo, usa também para descrever o organismo unicelular que serviu como a célula ancestral para todos os seres vivos.

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1886 – William Sedgwick usa o termo “células-tronco” para descrever as partes de uma planta que podem crescer e se regenerar.

1 de junho de 1909 – o pesquisador russo Alexander Maximow leciona na Sociedade de Hematologia de Berlim sua teoria de que todas as células sanguíneas provém da mesma célula ancestral. Com isso introduz a idéia de células-tronco hematopoiéticas como multipotentes, ou seja, têm a capacidade de se diferenciar em vários tipos de células diferentes.Leia mais

1953 – Leroy Stevens, um pesquisador do estado de Maine (EUA) encontra grandes tumores em testículos de camundongos. Estes tumores, conhecidos como teratomas, são formados por uma misturas de células diferenciadas e não diferenciadas, incluindo cabelo, osso, pele e tecido sanguíneo. Os pesquisadores clamaram estas células cancerígenas de pluripotentes, o que significa que podem se diferenciar em qualquer célula encontrada em um animal.

1957 – Thomas E. Donnall, um médico-cientista, da cidade de Seattle (EUA), tenta o primeiro transplante de medula óssea humana. (Mais tarde, ele ganha o Prêmio Nobel por este trabalho em 1990). Leia mais

02 de fevereiro de 1963 – Os cientistas canadenses Ernest McCulloch e James Till realizam experimentos para entender a medula óssea de camundongos. Eles observaram que diferentes células sanguíneas vêm de uma classe especial de células da medula óssea. Esta foi então a primeira evidência de células-tronco do sangue (hematopoiéticas).

1968 – Robert A. Good, da Universidade de Minnesota (EUA) realiza o primeiro transplante de medula óssea bem-sucedido no mundo. Este foi realizado em uma criança com uma deficiência imunológica que já havia matado outros membros de sua família. O menino recebeu medula óssea de sua irmã e teve uma vida saudável.

1981 – Dois cientistas, Martin Evans, da Universidade de Cambridge (UK) e Gail Martin, da Universidade da Califórnia, em San Francisco (EUA), realizam estudos paralelos e obtém células-tronco pluripotentes a partir de embriões de camundongos. Estas são as primeiras células-tronco embrionárias a serem isoladas.

05 dezembro de 1986 – Andrew Lassar e Harold Weintraub de Seattle, Washington (USA), convertem fibroblastos de roedores (célula de tecido conjuntivo) diretamente em mioblastos (que geram células musculares), utilizando-se um único gene (MyoD). Ser capaz de converter um tipo de célula adulta em outro pode ser importante para a medicina regenerativa.

1988 – na França foi realizado com sucesso o primeiro transplante de células-tronco hematopoiéticas de cordão umbilical em um paciente com Anemia de Fanconi

1989 – Os pesquisadores Mario Capecchi, Martin Evans e Oliver Smithies descrevem independentemente os primeiros “camundongos knockout”, estes são animais criados em laboratório em que um gene foi retirado de seu genoma. Para isso utilizam células-tronco embrionárias e o processo de recombinação homóloga. Desde a criação dos primeiros camundongos knockout foram criados mais de 500 modelos de para diferentes tipos doenças humana. Em 2007, estes cientistas receberam o prêmio Nobel pelo sua inestimável contribuição na compreensão de diversas doenças humanas, incluindo diabetes e câncer.Leia mais

1991 – Arnold Caplan introduz o termo células-tronco mesenquimais. Seriam células-tronco da medula óssea sem origem hematopoiética. Veja aqui uma entrevista com Caplan

1997 – Bonnet Dominique e John Dick do Canadá descobrem que a leucemia é causada pelas mesmas células-tronco que produzem as células do nosso sangue. Leia mais

6 de novembro de 1998 – Uma equipe da Universidade de Wisconsin, Madison (EUA), liderados por James Thomson e Jeffrey Jones, deriva a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas, a partir embriões. Depois de demonstrar que as células eram pluripotentes, a equipe mostra o potencial que estas células têm no teste de drogas e na terapia celular. Leia mais

Abril 2001 – Grupo da Califórnia separa pela primeira vez células-tronco mesenquimais de tecido adiposo. Leia aqui

9 de agosto de 2001 – O presidente George W. Bush autoriza o uso de fundos federais para a pesquisa utilizando um número limitado de linhagens de células-tronco embrionárias humanas já existentes.

2002 – Fundada a International Society for Stem Cell Research (ISSCR)

05 de abril de 2002 – Uma equipe do Whitehead Institute (MIT e Harvard – EUA), relata o uso combinado de terapia celular e gênica para tratar um modelo de camundongo com deficiência imunológica. Leia mais

Dezembro de 2004 – Encontradas células-tronco mesenquimais no tecido do cordão umbilical.

19 de maio de 2005 – Grupo de cientistas sul-coreanos liderados por Woo-Suk Hwang anunciam o uso de clonagem terapêutica para criar 11 linhagens de células-tronco embrionárias. Seu paper é recebido com entusiasmo por toda comunidade científica, uma vez que pacientes poderiam receberam suas próprias células-tronco sem chance de rejeitar o transplantes, um problema recorrente em casos de transplante de órgão. No entanto, a revista Science posteriores publica uma retratação do paper de Hwang, revelando que os cientistas coreanos falsificaram seus resultados. Um choque para a comunidade cientifica. Leia mais

29 de maio de 2008 – O Superior Tribunal Federal aprovou as pesquisas com células-tronco embrionários no Brasil, sendo o primeiro país da América Latina e o 26º no mundo a permitir esse tipo de pesquisa e colocando-o no rol de países como como Finlândia, Grécia, Suíça, Holanda Japão, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Israel. O artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005) liberou no país a pesquisa com células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos. Atualmente, esses embriões são descartados após quatro anos de congelamento, mas os pais devem autorizar expressamente seu uso para efeito de pesquisa. Quando a lei foi aprovada, considerou-se um avanço – ao menos perto do que se tinha para a pesquisa com células-tronco no país pois a Lei de Biossegurança de 1995 proibia pesquisas com embriões, e os pesquisadores se viam obrigados a importar exemplares para realizar estudos básicos com células-tronco embrionárias.

25 de agosto de 2006 – Os pesquisadores japoneses Shinya Yamanaka e Kazutoshi Takahashi anunciam a criação de células pluripotentes induzidas (células iPS) de camundongos. As células iPS são células adultas reprogramadas para funcionarem como células-tronco embrionárias, o que as torna um recurso valioso para compreensão de doenças humanas, teste de drogas e possivelmente para terapi celular. Estes ganham o prêmio Nobel em 2012 por seu trabalho.

Novembro / Dezembro de 2007 – Três equipes independentes no Japão, Wisconsin e Boston, liderado por Shinya Yamanaka, James Thomson e George Daley, respectivamente, anunciam a criação de células iPS humanas. Geneticamente compatíveis com o doador, células iPS não seriam, teoricamente, rejeitadas pelo sistema imune, uma vantagem importante em transplantes.

Janeiro de 2008 – Equipe StemCorp publica trabalho internacional alertando que o tecido do cordão é mais rico em células-tronco mesenquimais que o sangue do cordão. Leia aqui

Abril 2008 – Primeira publicação internacional de um grupo de pesquisa brasileiro com células-tronco mesenquimais de tecido adiposo. Mais uma vez pela equipe StemCorp. Leia aqui

Maio de 2008 – O STF julgou a ação de inconstitucionalidade depositada em 2005 pelo então procurador da República Claudio Fonteles contra o artigo da Lei de Biossegurança. Em sua ação, Fontele argumenta que o artigo 5º da Constituição Federal garante o direito “à inviolabilidade da vida humana” e que os embriões são seres vivos. Alguns dos ministros do STF chegaram a propor restrições que inviabilizavam as pesquisas, mas acabaram sendo derrotados. Seis dos 11 ministros do STF consideraram constitucional o artigo da Lei de Biossegurança que permite as pesquisas com células-tronco embrionárias, colocando um ponto final da discussão.

6 de agosto de 2008 – Children’s Hospital Boston (EUA) anuncia a criação de 10 linhagens de células iPS de pacientes portadores de diferentes doenças genéticas. Visando fornecer aos cientistas modelos celulares de doenças como a síndrome de Down e distrofia muscular, e assim ajudá-los a encontrar novas formas para entender, prevenir e tratar essas doenças. Este trabalho foi reconhecido no final de 2008 pela revista Science como revelação do ano.

27 de agosto de 2008 – Uma equipe de cientistas de Harvard (EUA) anuncia a transformação direta de uma célula pancreática em uma célula produtoras de insulina. Semelhante ao trabalho pioneiro de Andrew Lassar e Weintraub Harold em 1986, esta experiência mostra que é possível reprogramar um tipo de célula adulta em outro tipo de célula adulta, pulando o passo intermediário de criar células iPS. Leia mais

23 de janeiro de 2009 – A Geron Corporation anuncia aprovação no FDA (EUA) de um teste clinico fase I para estudo de um novo tratamento de lesões da medula espinhal. Esta foi a primeira aprovação do FDA de um ensaio clínico para uma terapia baseada em células-tronco embrionárias.

1 março de 2009 – Equipe de cientistas em Toronto demonstra que é possível a criação de células iPS de forma mais segura que os métodos anteriormente utilizados. Estes foram capazes de remover os genes necessários para reprogramação uma célula adulta em iPS após a célula estar reprogramada. O que diminui o risco de tumores se utilizadas para terapia celular.

As células-tronco são uma promessa para a medicina. Desde teste de novas drogas até a substituição de tecidos. Clinical trials estão em curso em todo mundo e a aplicação está mais que comprovada para muitas doenças. Veja nosso site para a lista completa de aplicações que estão a caminho.

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