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Testes no Tratamento da Lesão Medular Espinhal com Células-Tronco São um Sucesso

9 de março de 2018

Recentemente a fabricante de equipamentos médicos Japones, a Nipro, anunciou que vai lançar um tratamento baseado em células-tronco para pacientes com lesões da medula espinhal. O tratamento foi desenvolvido em colaboração com a Sapporo Medical University (Osaka, Japão). O seu ensaio clínico, que terminou em outubro de 2016, demonstrou que as células mesenquimais, após multiplicadas in vitro e re-injetadas no paciente, ficam concentradas nas áreas com maior lesão da medula espinhal e regeneram o tecido.

Durante este período, cerca de 30 pacientes entre as idades de 20 e 64 anos foram submetidos a terapia com células-tronco autólogas para tratar uma lesão. Especificamente, as células tronco mesenquimais foram extraídas dos pacientes e levaram duas semanas para serem multiplicadas em laboratório. As células foram então injetadas por via intravenosa nos pacientes, até 54 dias após a lesão. O estudo demonstrou que as células-tronco administradas foram  até o lugar onde estava a lesão, se acumularam, ou melhor, regeneraram o tecido.

medula

A terapia já está em avaliação pelo Ministério da Saúde, do Trabalho e do Bem-Estar Japonês e será registrada como tratamento na área de medicina regenerativa. Apesar deste sucesso, desafios técnicos ainda precisam ser superados antes do tratamento estar amplamente disponível. Como por exemplo, com os atuais procedimentos manuais, os técnicos podem cultivar células-tronco suficientes para tratar apenas 100 pacientes por ano. No Japão, 200 mil pessoas atualmente sofrem de lesão da medula espinhal, o que aumenta em cerca de 5000 pessoas por ano. Estima-se que ocorram a cada ano no Brasil mais de 10.000 novos casos de lesão medular. A empresa está desenvolvendo tecnologia para cultuvar células em grandes quantidades e treinar os profissionais para ter células em quantidade suficiente!

Nós já falamos aqui sobre o caso da Lais Souza, que mostrou resultados positivos com uso de células-tronco mesenquimais para lesão de medula. O uso das células-tronco no caso da Laís mostra que é possível sim aplicar as células mesmo sem ter uma terapia de rotina aprovada no país. No Brasil existem vários casos de uso aprovados baseados em analise de caso a caso. Por isso a importância de guardar as suas células-tronco. No caso de uma lesão, ter suas células-tronco jovens guardadas pode representar a uma grande diferença na terapia.

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